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ChatGPT Search cita menos sites: o que fan-out queries revelam sobre visibilidade em IA

Estudo publicado pelo Search Engine Land indica concentração maior de fontes no ChatGPT Search. Entenda web.run, query fan-out, crawlers e como testar se seu site aparece.

Publicado: 16/05/2026 Última atualização: 16/05/2026 Leitura: 6 min
GEOChatGPTSEOIA

Um artigo publicado no Search Engine Land em 14 de maio de 2026 trouxe uma análise interessante sobre como o ChatGPT Search busca páginas, seleciona fontes e resume conteúdo. O ponto que mais chama atenção é a possível concentração de citações em menos domínios.

Segundo o estudo citado no artigo, após uma troca de modelo padrão em 4 de março, a média de domínios únicos citados por resposta teria caído de 19 para 15. A média de URLs únicas também teria caído de 24 para 19. O levantamento acompanhou 400 prompts diários ao longo de 14 semanas, com dados da Meteoria.

Esse tipo de dado precisa ser lido com cuidado. Não é uma documentação oficial da OpenAI e pode variar por modelo, plano, país, tema e momento. Ainda assim, o recorte ajuda a entender um ponto importante para SEO e GEO: em respostas de IA, não basta estar indexado. A disputa também passa por autoridade, acesso técnico, formato da página e relevância dentro de várias buscas relacionadas.

O que são fan-out queries

Query fan-out é o processo em que um sistema gera várias consultas relacionadas a partir de uma pergunta inicial.

Se alguém pergunta “qual CRM usar para uma pequena empresa B2B?”, a IA pode buscar variações como:

  • melhores CRMs para equipes comerciais pequenas;
  • CRM com integração de marketing;
  • Zoho Bigin vs HubSpot;
  • CRM para funil comercial B2B;
  • como medir origem do lead no CRM.

A resposta final pode misturar fontes encontradas por essas consultas. Por isso, uma marca não disputa apenas pela pergunta principal. Ela disputa também pelas subperguntas que o sistema usa para montar o contexto.

Fluxo visual mostrando pergunta do usuário, fan-out queries, busca em várias fontes, seleção de páginas e resposta do ChatGPT Search.

Em buscas com IA, uma pergunta pode gerar várias consultas intermediárias. A página precisa ser encontrada, compreendida e considerada útil nesse conjunto.

O que o artigo diz sobre web.run

O Search Engine Land descreve o web.run como um sistema interno usado para buscar, abrir e interpretar páginas durante respostas com navegação. O artigo também aponta que modelos diferentes podem acionar buscas de formas diferentes.

A conclusão prática é que a visibilidade em IA pode mudar conforme:

  • modelo usado;
  • profundidade da busca;
  • fontes já reconhecidas pelo sistema;
  • possibilidade de rastrear a página;
  • organização do conteúdo para a consulta;
  • autoridade percebida do domínio.

Aqui vale uma observação: esse tipo de engenharia reversa é útil para entender padrões, mas não deve virar manual fixo. Sistemas de IA mudam rápido e parte do processo não é pública.

Crawlers da OpenAI: OAI-SearchBot e ChatGPT-User

A documentação oficial da OpenAI ajuda a separar dois pontos que muita gente mistura.

OAI-SearchBot é usado para recursos de busca no ChatGPT. A OpenAI recomenda permitir esse crawler no robots.txt para ajudar o site a aparecer em resultados do ChatGPT Search.

ChatGPT-User é diferente. Ele pode visitar uma página quando uma ação é iniciada por um usuário dentro do ChatGPT ou de um GPT. A própria OpenAI informa que esse user agent não é usado para decidir se um conteúdo aparece na busca.

Para empresas, isso cria três cuidados técnicos:

  1. não bloquear OAI-SearchBot sem saber o impacto;
  2. manter páginas importantes acessíveis e rápidas;
  3. acompanhar logs e tráfego de referência quando houver volume.

Por que isso importa para empresas

Em SEO tradicional, muitas empresas olham posição média, cliques e impressões. Em IA, parte da disputa fica menos visível.

A marca pode ser citada em uma resposta, aparecer como link, ser usada como fonte sem clique ou nem entrar no conjunto de páginas analisadas. Cada situação pede uma interpretação diferente.

Para empresas B2B, a mudança pesa ainda mais porque a decisão costuma envolver pesquisa longa. O usuário pode usar Google, ChatGPT, Perplexity, Gemini, YouTube, LinkedIn e WhatsApp antes de falar com o comercial.

Se o site tem páginas fracas, conteúdo repetido e pouca prova, a chance de entrar nessa jornada diminui.

Como testar seu site no ChatGPT

Uma forma simples de começar é pedir ao ChatGPT para pesquisar seu domínio e resumir páginas específicas. Esse teste não mede ranking, mas mostra se o assistente consegue acessar, interpretar e sintetizar o conteúdo.

Exemplo de prompt:

Pesquise por site:seudominio.com.br [tema principal], abra os dois primeiros resultados e resuma o que encontrar em cada página. Para cada URL, traga o título, o tópico principal e 3 a 5 pontos-chave.

Depois, avalie:

  • o título interpretado bate com o posicionamento da página?
  • o resumo pega os pontos comerciais importantes?
  • o assistente identifica serviço, público e prova?
  • a página aparece para temas de fundo de funil?
  • há conteúdo suficiente para responder a dúvidas reais?

Esse teste é simples, mas costuma revelar problemas de posicionamento, estrutura e conteúdo.

O que melhorar para aparecer melhor em respostas de IA

A melhor resposta não é criar conteúdo para robô. É melhorar o conteúdo para que ele seja útil, rastreável e específico.

Algumas frentes ajudam:

Páginas com intenção comercial clara

Páginas de serviço precisam explicar para quem é o serviço, que problema resolve, quais canais entram, como a entrega funciona e quais sinais de resultado são acompanhados.

Em uma página de gestão de tráfego pago, por exemplo, faz diferença explicar não só os canais de mídia, mas também como página, tracking, CRM e qualidade do lead entram na análise.

Conteúdo com ponto de vista próprio

Artigos que apenas resumem notícias tendem a ser substituíveis. O conteúdo precisa trazer análise prática, contexto brasileiro e implicações para empresas.

Foi por isso que este artigo separa o dado do Search Engine Land, a documentação oficial da OpenAI e a consequência para aquisição e mensuração.

Entidades e conexões internas

A IA precisa entender que a empresa tem ligação real com temas como Google Ads B2B, CRM, GA4, SEO, GEO, tracking e landing pages.

Isso depende de consistência entre home, páginas de serviço, blog, cases, autor, links internos e arquivos auxiliares.

Acesso técnico sem bloqueios indevidos

Robots.txt, noindex, bloqueios de CDN, páginas com erro e JavaScript pesado podem atrapalhar a interpretação. Antes de pensar em GEO avançado, o básico técnico precisa estar saudável.

Provas e exemplos

Cases, números validados, prints próprios, dados de CRM e exemplos de decisão ajudam o conteúdo a sair do lugar comum.

O que não vale prometer

Não existe garantia de citação em ChatGPT, Gemini ou AI Overviews. Também não existe um único arquivo, tag ou checklist que resolva presença em IA.

O ganho tende a vir da soma de SEO técnico, conteúdo próprio, links internos, reputação, multimídia, dados consistentes e mensuração.

Fontes e referências

Próximo passo

O teste mais útil é escolher 5 páginas comerciais do site, pedir para uma IA resumir cada uma e comparar a resposta com o que a empresa realmente quer vender. Se a IA não entende, o usuário provavelmente também encontra atrito.

Foto de Ricardo Staut
Ricardo Staut
Consultor de Performance e CRM
Sobre o autor

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